Aproveitando o assunto do post anterior, quero tentar passar a idéia de até que ponto nós, humanos, possuímos direitos e deveres quanto aos animais. Por sermos supostamente os únicos seres pensantes algumas vezes acabamos vendo os outros seres como objetos.
Não apenas eu, mas muitos de vocês criam alguma espécie de animal seja ele: cachorro, gato, coelho, papagaio, peixe… Se não criam, conhecem alguém que crie. Acabamos vendo neles uma forma de suprirmos nossas carências afetivas, amigos, companheiros ou simplesmente uma vida a qual podemos sempre comandar.
O amor que muitos acabamos criando pelos animais de estimação, acaba tornando-os membros da família. Chegamos em casa e logo vamos ao encontro de tais, oferecer-lhes atenção, acabamos até adequando nos aos costumes e necessidades dos bichinhos. De certa forma, o amor parece tornar-se recíproco, uma troca de afeição do ‘bicho homem com o bicho de estimação’.
Até aí, tudo parece comum e bem. Porém o que dizer dos rodeios, onde os animais parecem sofrer dores para satisfazer a diversão do tal ser pensante? E da caça e pesca de seres que apenas estão vivendo suas vidas e são abatidos novamente apenas para satisfazer uma diversão? O que dizer do tráfico ilegal de animais silvestres, ou mesmo dos que são criados em cativeiros? São perguntas fáceis de fazer, mas difíceis de serem solucionadas.
Alguns acreditam que os animais não sofrem, não sentem dor, não se importam de serem retirados de seus hábitats naturais para viver em um local completamente estranho e novo. Não posso alegar nada, já que não existem meios ainda de se conhecer a mente dos seres ‘impensantes’. Podem ser irracionais, mas qualquer ser demonstra com atos satisfação ou aspereza aos meios que vivem. Ao observar suas reações, cada um pode tirar suas próprias conclusões.
O objetivo é chamar atenção para até que ponto somos ‘superiores’ e de que forma queremos exercer nossa racionalidade.
Obrigado pela atenção e adoraria saber a opinião que tem sobre o tema.
Hoje tratarei de um tema que sempre me fez filosofar muito, e não só a mim. Trataremos dos reinos dos seres vivos e suas polêmicas, um tema um pouco extenso . Neste post será tratada a questão do Homem ser verdadeiramente um animal ou não, muitas pessoas não aceitam serem comparadas com animais, chegam até a se ofender. Para podermos dar início ao post, iniciemos um breve estudo das cinco classes:
Reino Plantae (Metaphyta ou Vegetabilia também estão corretos): Este é um reino que passou por grandes mudanças até ter a definição que possui hoje. Hoje possui inúmeras vertentes mas resumidamente é o reino dos seres autotróficos. Seres autotróficos são seres capazes de criar seu próprio alimento assim como as plantas, como o nome do reino sugere. As plantas são seres muito complexos e fantásticos de serem estudados, será um tema abordado em futuros posts.
Reino Monera: Reino de seres unicelulares e procariontes, ou seja, possuem apenas uma célula e não possuem um núcleo organizado: bactérias e algas azuis conhecidas também como cianobactérias.
Reino Fungi: Reino formado por seres que podem ser uni ou pluricelulares e eucariontes (núcleo organizado): Os Fungos elementares e superiores.
Reino Protista: Formado também por seres unicelulares e eucariontes: Os protozoários.
Reino Metazoa ou Animalia
Finalmente chegamos ao reino dos animais. Por mais comum que pareçam os animais, eles são fantásticos: São pluricelulares e são heterotróficos (não produzem sua própria energia), e suas células são capazes de responder ás mudanças da natureza. Esta capacidade de se adequar a natureza é o que mais me impressiona. Visto as principais características dos animais, vamos agora compará-los aos humanos.
Os humanos também são seres pluricelulares e heterotróficos, suas células também respondem ás mudanças na natureza e assim como os animais formam tecidos necessários para os órgãos. Agora…. onde está a possível diferença?
Pensando um pouco, lembramos de quando alguém próximo de nós comete algum erro estúpido, digamos assim, e então o chamamos de “seu animal”. Afirmações como “fui tratado como um animal”, “ Sou um humano e não um animal” são muito frequentes também. Mas qual é a base da filosofia dessas pessoas? Dizem elas que é nosso intelecto. Mas como o nome do blog é seja crítico, apresento-lhes os dois lados para que vocês mesmos tirem suas próprias conclusões.
Vamos pensar como funciona o raciocínio de alguém que não nos consideram animais. Um grupo de pessoas que adere a este tipo de pensamento aceita que sejamos inclusos no reino animalia, entretanto, apóiam um sub-reino chamado Os Não-Animais. Outro grupo de pessoas apóiam a criação de um sexto reino, o Reino Humano. A base deles é que nós humanos possuímos um QI muito superior aos animais e fomos capazes de constituir ferramentas, sociedades e uma civilização muito complexa para os animais. Desenvolvemos as formas de linguagem, a escrita, descobrimos e explicamos os fenômenos naturais, e somos capazes de criar inteligência artificial dentre outras coisas que exigem algo “a mais” que um animal não tem. O cérebro humano se desenvolveu muito mais rápido do que de qualquer outro animal.
Agora vamos pensar como os que apóiam nossa inclusão no Reino Animailia. Temos as mesmas carcterísticas principais que um animal comum, embora tenhamos um QI mais desenvolvido, da mesma forma que um elefante é muito mais forte que um humano. As mudanças em um animal decorrem de suas necessidades de se adequar à natureza e suas mudanças, principalmente climáticas. No último post recomendamos um documentário chamado The Real Eve onde é apresentada uma tese do desenvolvimento humano. Nela temos milhões de anos de existência, e durante esse tempo desenvolvemos nosso cérebro ao ponto em que estamos. Embora milhões de anos pareça ser um tempo muito extenso, em questões científicas de desenvolvimento é um tempo curtíssimo, defende o documentário. Um dos fatores que mais desenvolveu nossa capacidade de raciocínio foi o fato de nos tornarmos bípedes, o que possibilitou que usassemos as mãos na criação de ferramentas e outras coisas que de fato evoluíram muito nosso intelecto. Nosso cérebro humano em si não aumentou muito no decorrer dos anos, o que mais aumentou segundo os cientistas foi o cerebelo, exatamente por conta de nossa necessidade de nos tornarmos bípedes e nos tornarmos hábeis com as mãos para podermos criar ferramentas, igual aos coelhos que possuem patas especiais para cavar, ou os olhos de um animal com costumes noturnos que enxergam a noite. Estes animais não nasceram assim, também tiveram que se desenvolver. O fato da tromba de um elefante ter 4 mil músculos não os tornam melhores que nós, nem o fato das aves possuírem asas. Dentro de nossa própria sociedade somos diferentes.
Tentei resumir o máximo possível o post, espero que tenham gostado. Às pessoas que apóiam um dos dois lados está concedido espaço para novos argumentos e debates, meu texto não é conclusivo e nem possui todos os argumentos, se você possui outros, use-os. Não se esqueça de votar.
Obrigado por ler este texto. Fiquem em paz.
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