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Perfeição e Imperfeição: Conceitos perfeitos?

Posted in Filosofias with tags , on março 1, 2010 by |Remount|

     O que é perfeição, imperfeição, perfeito e imperfeito? A palavra imperfeição leva a maioria das pessoas a pensar em nós mesmos… humanos. Hoje resolvi montar uma conclusão sobre tudo isso, uma teoria: qual a verdadeira essência de algo perfeito e de algo imperfeito.

     Para podermos compreender qualquer coisa precisamos investigar as suas raízes: o que gera a perfeição e o que gera a imperfeição. Segundo um dicionário qualquer, perfeito é aquilo que não possui erros, algo completo. Se não possui erros, é algo composto apenas de acertos ou processos corretos. Algo imperfeito é algo inacabado, incompleto ou defeituoso, portanto, a base da imperfeição são os erros. Vejamos agora o quão injusto isso pode ser, visto deste ponto: Para uma sentença ser absolutamente perfeita ela precisa possuir todos seus elementos corretos, para que assim se alcance o resultado que se almeja alcançar. Agora, para uma sentença ser imperfeita basta que ela tenha um dos elementos incorretos. Não importa que uma sentença possua milhões de elementos corretos, apenas um incorreto a torna imperfeita. Pensando assim, não existe nada no universo perfeito, já que fazemos parte dele.

     Não sou biólogo, então não posso julgar todos os seres vivos, portanto limitarei esta tese apenas aos humanos. Qualquer vida humana é movida pela compensação e pela retribuição. Não existe ação sem se esperar uma reação, toda ação gera uma reação, nem sempre a que desejamos, mas gera. E isso é muito cômodo, pois se não fosse assim jamais evoluiríamos. Conclui-se então que toda pessoa precisa de um estímulo para viver, ninguém vive só por viver, ninguém existe apenas para existir, o objetivo sempre será ser. O fato de sermos considerados imperfeitos sempre me causou estranheza e desestímulo, pois sempre achei algo injusto. O ser humano só aprende se errar, isso é fato, não há como mudar. Thomas Edison errou centenas de vezes até conseguir a lâmpada, mas esses erros o levaram a perfeição do que queria. Isso torna a lâmpada algo imperfeito? Baseado nestes dados cheguei a conclusão que jamais devemos julgar conjuntos ou coletividades em perfeitas ou imperfeitas, mas sim, todos os elementos de um conjunto separadamente. Vamos pensar em nossas vidas. A vida de alguém é marcada por ações, a essência de qualquer pessoa, sua personalidade, seu estilo e seus objetivos são caracterizados por suas ações – ações são vistas como elementos – assim como uma sentença matemática. Somos um conjunto de ações, portanto só podemos julgar estas ações, mas não a pessoa inteira, isso seria constatar que a pessoa é imperfeita. Isso é desestimular um elemento da sentença a ser perfeito.

     Se usarmos sempre os erros para nos corrigirmos, tornaremos estes mesmos erros coisas perfeitas, pois o objetivo é sempre evoluirmos.

“Nossa maior fraqueza é a desistência. O caminho mais certeiro para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais.” Thomas Edison

      Isto não é desculpa para cometermos crimes contra o próximo, não existe crime nunca cometido, todos sabemos disso. Também não é um texto para nos tornarmos mais acomodados, o objetivo é aumentar a sede de crescer. Somos imperfeitos sim, mas não por errarmos. Somos imperfeitos por não aprendermos com nossos erros. É uma tese puramente filosófica e abstrata que pode conter imperfeições em seus elementos, mas o objetivo é alcançarmos juntos a constante evolução… Se conseguirmos isso, minha sentença será perfeita. Nem a perfeição e nem a imperfeição são absolutas.

     Não pesquisei para constatar se existe algo parecido na internet, apenas pensei, repensei e postei. Espero que tenham gostado. Até o mais cético precisa de uma filosofia para crescer. Até a próxima.

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